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Pontuações 2CTPA
Guia que explica como irá ser levada a cabo a classificação dos atletas e dos clubes.

Confuso com as pontuações? Eis o guia que pode ajudar a perceber como funciona a determinação de classificação nas provas e nos campeonatos. Para mais informações, não esquecer de consultar o regulamento da IAPS.

Introdução

Para podermos explicar da melhor forma como funciona o CNTPA-FPA, devemos precisar que este vai para a sua 2ª edição e que algumas regras mudaram em relação ao primeiro evento, pelo que passamos a enumerá-las:

  1. O Regulamento Oficial passou a ser o do IAPS, pelo que a sua leitura é vital para a correcta participação no evento.
  2. A qualificação final dos atletas (depois das 4 provas) passou a ser feita pela soma dos resultados de todas as pistas (das 4 provas), ou seja pela totalidade das 16 pistas do Torneio.

Agora, o IAPS, ou Tiro Prático de Airsoft dispõe de vários tipos de pontuação sendo o mais standard o chamado “Comstock”, que consiste no seguinte:

  • Cada tipo de alvo dispõe de umas áreas a serem atingidas, as quais irão proporcionar um valor em pontos. Existem diferenças entre a pontuação IAPS e a pontuação IPSC (ver final da página).
  • Também existem alvos não atingíveis chamados “No shoot” os quais quando atingidos penalizam com o dobro da pontuação máxima de um impacto num alvo normal. Da mesma maneira quando um alvo não for atingido, será considerado “Miss”, e cada Miss será penalizado igualmente com o dobro da pontuação máxima de um impacto num alvo normal.
  • Ao mesmo tempo, o atirador é cronometrado de maneira a saber quanto tempo precisou exactamente para completar o percurso.
  • A soma do total de pontos conseguidos, dividida entre o tempo em segundos empregue para os conseguir dará um valor conhecido como “Hit Factor”,… o qual, em resumo, … é o número de pontos por segundo.
  • Cada pista tem um valor total em pontos que corresponde à soma dos valores máximos de cada alvo da mesma.

Para podermos ver os efeitos práticos destas regras, e responder a questões pertinentes, iremos usar uma Prova Imaginária composta por 4 pistas, com uma pontuação máxima de 50,000 cada. E visto que uma Prova não é nada sem atletas, iremos usar como cobaias a Ana, o João, o Tó e o Zé.

Prova Fictícia

Esta prova conta com 4 pistas, tal como poderia contar com 16. A forma como se contabilizam as classificações para uma prova é precisamente a mesma quando se contabilizam os vencedores absolutos no campeonato. Mas para simplificar, vamos manter-nos com um número restrito de pistas:

  Pista 1 Pista 2 Pista 3 Pista 4 Resultado Final
Ana 47,225 0,000 36,253 40,855 124,333 –
João 14,744 50,000 31,500 45,653 141,897 –
50,000 44,186 38,650 31,033 163,869 –
46,382 8,929 50,000 50,000 155,310 –

Mas como é que são calculados estes valores?

Método de Contagem

Primeiro é preciso relembrar que cada pista tem um valor máximo de pontos. Neste caso, o máximo possível de obter é sempre 50,000. Repare-se que alguns dos atletas conseguiram pontuações máximas nas várias provas. Isto porque foram eles os vencedores das pistas. O Zé ganhou duas pistas, o João uma e o Tó outra.

Também é preciso considerar que todas as pontuações são RELATIVAS. Os valores que estão ali na tabela não são os valores reais! Aqueles valores são calculados com base no melhor resultado da pista e esse leva sempre 50,000 (neste caso). Mas vamos analisar a fórmula que interpreta os pontos obtidos nos alvos, as penalidades e o tempo:

Cálculo do Hitfactor

Passemos então à análise da fórmula, passo a passo:

Vamos considerar as seguintes pontuações:

A : Corresponde a todos os tiros que atingiram alvos na zona A (5 pontos).
C: orresponde a todos os tiros que atingiram alvos na zona C (3 pontos).
D : Corresponde a todos os tiros que atingiram alvos na zona D (1 ponto).

Ou seja até aqui somamos todos os pontos positivos obtidos por alvos devidamente atingidos. Lembramos que em cada alvo, apenas são contados os 2 melhores tiros.

misses: Tiros em falta em alvos pontuáveis. Com exepção dos alvos moveis que após o seu movimento ficam escondidos definitivamente (-10 por cada tiro em falta).
no-shoot: Alvos “no-shoot” atingidos (-10 por cada tiro em alvo “no-shoot”).
penalidades: Faltas efectuadas pelo atleta (tipicamente -10 por cada falta).

É de relembrar que todos os “misses”, “no-shoots” e “penalidades” são de pontuação negativa, ou seja, embora na fórmula seja sempre tudo a somar, na prática estamos a subtrair esses valores.

Depois de somados os pontos positivos e subtraídos os pontos negativos, dividimos o resultado pelo tempo gasto a realizar a prova.

 

Depois do cálculo efectuado obtemos o chamado “hit-factor”. Ainda não é a pontuação final, é sim, o valor que demonstra a nossa prestação na prova efectuada. Ou seja quanto melhor a nossa prestação, melhor o nosso hit-factor.

Por exemplo, no caso do Tó na 1ª pista são:
( 35 + 0 + 3 + 0 + 0 + 0 ) / 14,10 = 2,6950

   

Depois de todos atletas terem concluído a sua prova, então e só então, podemos calcular as pontuações dos atletas. O processo é simples, primeiro atribuímos a pontuação máxima ao atleta que obteve o melhor Hit-Factor, que no caso da 1ª Pista foi o Tó, ou seja ele será pontuado com 50,000 pontos. Agora através de uma simples formula bem conhecida de todos nós: a regra de 3 simples, iremos calcular a pontuação dos restantes atletas:

[hit-factor do atleta] x 50,000 / [hit-factor do Tó] = [pontuação do atleta]

Por exemplo a Ana, que obteve um Hit-Factor de 2,5455 para esta pista:

2,5455 x 50,000 / 2,6950 = 47,225

Agora sim, temos as pontuações de cada atleta.

Resumindo:

  1. Calcular o Hit-factor de cada atleta.
  2. Atribuir a pontuação máxima ao atleta que obteve o melhor Hit-Factor.
  3. Calcular as pontuações dos restantes atletas à proporção do melhor.

Resultados Finais

Agora que já sabemos como é que as pontuações de cada Pista foram obtidas, debrucemo-nos sobre as Resultados Finais. Estes são obtidos através da soma das pontuações de todas as Pistas:

[pista 1] + [pista 2] + [pista 3] + [pista 4] = [resultado final]

Por exemplo para João são:
14,744 + 50,000 + 31,500 + 45,653 = 141,897

Depois de calculados os Resultados finais, basta ordena-los para definirmos a ordem em que os atletas ficaram na Classificação Final da Prova.

Este último cálculo poderá ser transposto para o cálculo da Classificação Final do CNTPA-FPA-IAPS. Para obtermos a grelha da Classificação Final do Campeonato, bastará simplesmente somar os resultados das Classificações Finais das 4 Provas, para podermos definir quem é o Campeão e a classificação de todos os restantes Atletas.

Questões Pertinentes

Quem foi o melhor desta prova?
Em primeiro lugar, podemos ver que o Vencedor da Prova foi o Tó. Se olharmos para os seus resultados, podemos ver que obteve a pontuação máxima em apenas uma Pista, ao contrário do Zé que foi o melhor em duas Pistas. Ora isto prova que não é necessário ser-se o melhor em todas as Pistas para sermos vencedores.
Podemos transpor esta realidade para o Campeonato, ou seja, não é necessário vencer todas as Provas (ou mesmo ganhar nenhuma) para se ganhar o título de Campeão.

Pontuação Zero ou faltar a uma Prova
Agora, olhemos para os resultados da Ana, que na Pista 2 teve uma prestação muito má, o que lhe resultou numa pontuação zero. Isto não a impediu de obter um resultado final superior ao João que concluiu todas as Provas com proveito. Isto prova que o facto de uma prova correr pior, não impede uma boa classificação final.
Isto aplica-se também no Campeonato. Se por qualquer motivo um atleta não possa comparecer a uma das Provas, consequentemente não pontuar, pode perfeitamente obter um bom resultado final, inclusive o de Campeão.

Pontuações IAPS

As diferentes áreas dos diferentes alvos pontuam da seguinte maneira:

Pontuações para os clubes

Todos os clubes estão candidatos a prémios finais, atingidos pelos seus próprios atletas. É de todo o interesse do clube proporcionar condições de treino e um gradual apoio financeiro aos seus atletas pois vencer uma prova desta natureza trás várias vantagens tais como os prémios e o prestígio.

Para calcular os clubes vencedores vamos adoptar o mesmo sistema do ano passado, em que cada uma das primeiras 10 classificações de cada prova são traduzidas em pontos para os clubes. Serão levadas em consideração as 4 provas na íntegra e não existe limite de inscrição de atletas por clube. A tabela de correspondência de pontos é a seguinte:

1º Classificado  – 20 pontos.
2º Classificado  – 15 pontos.
3º Classificado  – 10 pontos.
4º Classificado  – 7 pontos.
5º Classificado  – 6 pontos.
6º Classificado  – 5 pontos.
7º Classificado  – 4 pontos.
8º Classificado  – 3 pontos.
9º Classificado  – 2 pontos.
10º Classificado – 1 ponto.

Um clube com mais atletas tem mais hipóteses de ganhar tal como um clube que apoia os seus atletas a irem a todas as provas também se irá traduzir em maiores chances de atingir o patamar supremo.

A título de exemplo, o clube ABC inscreveu 8 atletas dos quais 4 ficaram respectivamente no 2º, 4º, 5º e 9º lugares. Somando os pontos dá 15+7+6+2 = 20 pontos. O clube XYZ apenas contou com um atleta no 1º lugar do pódio, arrecadando 20 pontos. Ambos os clubes ficam empatados.
A soma das quatro classificações determinará o vencedor no escalão de clubes.

Pontuações para o Shoot-off

Não existem pontuações para Shoot-off. O método utilizado é o de eliminatória, e a ordem de apuramentos é a seguinte:

  1. Se o número de participantes é superior a 16, realiza-se uma ronda em que todos irão competir pelo tempo mais rápido. Serão eliminados aqueles que tiverem piores tempos ou que não consigam completar a série de poppers.
  2. Dos 16, é feito um sorteio e dá-se início aos duelos, competindo ao mesmo tempo dois atletas. O primeiro a terminar irá passar para a fase seguinte. Os atletas competem apenas uma vez.
  3. A final é disputada entre dos atletas à melhor de 3. Os atletas competem no mínimo duas vezes e no máximo três.
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